O maravilhoso mundo de Adina Rivers

Sabem aqueles momentos na vida em que de repente se dá um clique, e tudo (ou quase) passa a fazer imenso sentido? A era da informação pode propiciar esses momentos mas também pode encher-nos de tanto lixo e ideias feitas, que às vezes é difícil separar as águas.

Eu debato-me frequentemente com questões como a falta do contacto com a natureza num mundo cada vez mais “civilizado”. Esta perspectiva de que a natureza é uma outra coisa é uma tendência que, na minha opinião, deve ser contrariada. Eu sei, não é fácil. Eu achava que não era uma rapariga da natureza. Afinal, nasci na cidade, adoro todas as potencialidades do mundo urbanizado, condeno tantas outras, e sempre achei que me encontrava algures num equilíbrio entre a mão humana e o mundo em que habito. Mas nunca ninguém me veria a querer escalar uma montanha, ou a fazer caminhada, a acampar no meio da mata. Eu simplesmente achava que não era esse tipo de pessoa. Entretanto, cresci e aprendi que toda a gente é esse tipo de pessoa, mas a maioria de nós, sobretudo citadinos, desconectou-se do que é o natural. Inclusivamente, muitos de vós estarão quase a fechar esta janela por acharem que o meu discurso é todo New Age. Calma. Hoje vamos falar de sexualidade.

Há cerca de meio ano descobri no youtube a existência de uma mulher profundamente iluminada chamada Adina Rivers e os vídeos dela transformaram completamente a forma como encaro o meu corpo, a minha sexualidade e o mundo, no geral. Para mim ela é uma espécie de guru nestas áreas, sempre calma, humilde e bem informada e bem resolvida com a vida. Para mim, ela apregoa a tudo aquilo o que eu acho que é a forma ideal de viver. É suficientemente corajosa e capaz de falar sobre amor, sexo e técnicas sexuais, vaginas, pénis e mamas sem vergonha, culpa ou agressividade, conferindo ao tema a dignidade, abertura e beleza que ele merece.

Neste vídeo, ela fala sobre nudez. Qual foi a última vez que estiveste em nu integral (e sóbrio/a) perante um desconhecido? E se te lembras disso, como é que te sentiste?

Porque é que a nudez é uma coisa tão pouco natural para nós? E, mais importante ainda, porque é que insistimos em menosprezar o nosso corpo num ciclo vicioso de maus hábitos, de pensamentos negativos e de construção de uma imagem de nós próprios errada? Porque é que é tão difícil aprendermos a amar o nosso próprio corpo e a sentirmo-nos confortáveis na nossa pele? E porque é que é importante contrariarmos essas ideias? Este é mais um daqueles assuntos sobre os quais quero escrever testamentos infindáveis, mas por hoje deixo-vos com o vídeo da Adina, no qual ela se despe emocional e literalmente.